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Suchismita Ghoshal por Francis Kurkievicz

DESFAZENDO TODAS AS CAMADAS DE TIMIDEZ



VIAJANTE


A primeira vez

que o toque de cura da minha mãe

pousou na minha testa,

senti que deus desceu

para esta terra singular

para me curar da febre.

uma alma submersa foi liberada

e tornou-me rejuvenescida como uma fresca folha de limão,

então, em reverência, toquei os pés da minha mãe

como me aconselhara em secreto o deus

na noite anterior.


Eu não era uma entusiasta de viagens

até e a menos que eu sentisse a presença divina

em todos os lugares, lentamente descendo

através dos fluxos prateados do tempo.

O tempo tem viajado muito, eu o chamo de ‘o melhor viajante’,

Assim foi visto Jesus morrendo sem qualquer vício

Tal como um poema que morre sem o abraço de um leitor;

Provavelmente o tempo espargiu todos os soluços

congelando momentos e coletando instantâneos

como se fosse para desvendar a atroz verdade na cara

de uma multidão ignorante, tarde, muito mais tarde

para retratar incessantemente

a morte repugnante de seu precioso primogênito

e as pessoas já teriam viajado o bastante para dimensionar

estas memórias épicas em 24 horas, no "Natal"!


O tempo provou o mesmo veneno que Sócrates bebeu

por seu cruel ato de renascimento

entre os jovens de Atenas,

e sim o tempo viajou através

de uma era doentia de enormes perdas

como um corpo humano vazio, sem órgãos!

Tem-se visto através dos tempos que

os países sofrem de uma síndrome clandestina

de viajar e entrar nos territórios uns dos outros

para ficar como os imperadores mais aprimorados

e sugar até a última gota de vitalidade de seus inocentes.


O tempo muito tem visto,

liberdade, batalhas, ídolos, ideologias,

amor, ódio, sangue, responsabilidades

e depois do surgimento de Deus

a permissão transfigurou-se

para as páginas da história;

agora a história mostra-se como o melhor viajante!

e nós, humanos, compreendemos a conveniência dos livros.


Eu entendo os livros como turistas avarentos

como eles habilmente rodam pelo mundo

e se mesclam com palavras eficazes, páginas curiosas para formarem livros.

E de todos esses procedimentos existenciais,

Deus evoluiu em tantas formas quanto possível

para inserir a viagem hipnotizante

deste universo desde a sua própria criação.

Nós, humanos, não somos exceto o fluxo,

de cada momento que respiramos,

viajamos, como um andarilho desloca-se de um lugar para outro

como fazemos através das jornadas das emoções.

Da próxima vez que alguém perguntar,

"Você é um viajante?"

Acene com a cabeça, cantarolando as canções de ninar de um nômade.



TRAVELLER


The very first time

my mother's healing touch

tapped my forehead,

I felt God's travelled down

here in this peculiar earth

to heal me up from the fever.

A sunken soul released out of me,

turned as rejuvenated as a fresh lemon leaf

and I touched the toes of my mother

as per God's very secret advice

from the previous night.


I wasn't a vivid worshipper of travel

until and unless I felt the presence of God

everywhere slowly trickling down

through the silver streams of time.

Time's travelled a lot, even I call it the best traveller

it's seen Jesus dying without any vice

just like a poem dies without a reader's embrace

and time's probably poured all the sobs out

freezing the moments and collecting the snaps

as if it was to unravel the malicious truth in front

of an ignorant crowd, later, very later

to repeatedly portray

the sickening death of its precious child

and people have travelled enough to size

these epic memories up in a 24 hour, "Christmas"!


It's tasted the same poison Socrates drank

for his cruel deed of renaissance

among the youth of Athens,

and yes time has travelled through

a sickening era of its huge loss

like a hollow human body without its organ!

It's seen through the ages that

the countries suffer in a subterraneous syndrome

of travelling and entering into each other's territories

to stand as the best fitted emperors

and suck the last drop of blood from its innocent folks.


Time has seen a lot,

freedom, battle, idols, ideologies,

love, hatred, blood, responsibilities

and then with God's appeasing

permission shaped itself up

to the pages of history ;

Now history serves as the best traveller!

and we, humans know the utilization of books.


I find the books as avid tourists

as they skillfully make rounds of the world

and then coalesced with the satisfying words, curious pages to turn as books.

And all these existential procedures,

God's evolutionized in as many forms as he could

to insert the mesmerizing journey

of this universe since its very creation.

We, humans aren't except of the flow,

each and every moment we breathe,

we travel, as a traveller voyages from a place to another like we do through

the voyages of emotions.

The next time if someone asks,

"Are you a traveller?"

Nod your head, singing the lullabies of a nomad.




NOS DIAS ESCUROS E SOLITÁRIOS


Nos dias enfadonhos e solitários

odeio despertar minha alma

do seu leito de pensamentos tolos,

quando vejo meu oco ventre

abstendo-se de produzir a bílis da fome

e vejo meus olhos vertendo a umidade

dos juízos embaçados de ontem.

As janelas estão longe demais para alcançar agora

mas meus terríveis desejos

me arrastam para espiar aquela

natureza aristocrática

vazando a beleza do amor

com o ensejo de inspirar resiliência.

Aqui, estou deitada como uma entidade falida

falhando em não seguir com o fluxo,

saltando pelas facções

de imundície e desespero sem igual.

Tremo de medo

em sentar numa cadeira de palitos de fósforos,

"sem chance de sobrevivência",

sua voz abafada me deixa inquieta.

O temor de quedas contínuas

me afunda sempre

nas camadas de neve insondáveis de janeiro.

Nos dias enfadonhos e solitários,

sinto um amor não consumado

me consumir como um canibal,

iniciando pelo meu cérebro pesado

condicionando o corpo inteiro,

eu suspiro observando minha goma de mascar

como um corpo que explode em gargalhadas

amargando uma roupa acolchoada

para ocultar o corpo contraído,

a pele lastimosa, o coração vacilante

e uma criatura derrotada.



IN THE DARK AND LONELY DAYS


In the dull and lonely days

I hate to wake my soul up

from the bed of goofy thoughts

as I see my hollow abdomen

refraining to produce hunger juices

and my eyes dripping the waters

of yesterday's blurry thoughts.

Windows are too far to reach out now

but my terrible wishes

dragging me to look those

aristocratic nature

oozing the beauty of love

with a hope to insert resilience.

Here, I am lying with a broken entity

failing to continue with the flow,

and hopping in the groups

of unpaired filth and despair.

I tremble in the fear

of sitting in a matchstick chair,

"no chance of survival",

it leaves me restless with its hushed voice.

The fear of repeated falls

sinks me down everytime

in January's unfamiliar snow layers.

In the dull and lonely days,

I feel an uncherished love

eats me up like a cannibal,

first starting with my heavy brain

it wraps the whole body up

and I sigh seeing my chewing gum

like body bursts in laughter

wearing the padded outfit

to conceal the shrunken body,

howling skin, swayed heart

and decaying entity.




CONECTADO AO AMOR FANTASIOSO


Turbulências em minha mente,

Arremessando-o para cima e jamais sendo tão gentil.

Mais alto minha alma fala enquanto de seus lábios

vertem o sumo de um limão sedutor.

Um impulso compulsivo você torna meu

seu corpo torneado refulge perfeita luz

dou-lhe os melhores beijos como o mais excelente dos vinhos.

Angústias me tornaram potente mais do que nunca

cada toque meu em você é um abalo.

Você se demora em meus ouvidos tangendo suavemente meu ventre,

meus desejos sem adereços invocam os versos de Shelly.

buscando decifrar mantras para convertê-lo num selvagem,

onde olhares magnéticos lhe fazem escudo.

Você anseia por mais, mais, estimulando meus seios

Não quero submeter o menor instante de amor à pressa.

Problemas vêm ao meu umbigo suscitando

meus desejos mais lascivos

como sua língua justificando ser o Deus da felicidade sexual.

A noite tinge uma tela anil com o odor do amor delicioso

e minha boca colhe gota-a-gota o seu orgulho viril.

Unindo seu corpo ao meu e entrelaçando seus dedos aos meus,

você me deixa ao extremo da fantasia com a terna dignidade.

Me ame querido, me eleve mais alto que as fronteiras deste céu,

suture sua luxúria sagrada e me faça estremecer.

dissolvendo todos os estratos de nossa timidez,

Devotamos nossos entes à substância da delicadeza.

Paixão amalgamado à adoração

extraindo o néctar mais doce da nossa dedicação.

Parte alguma de nossos corpos ficaram intocadas,

da mesma forma que nossas conexões não têm falha alguma.

Purificando, de nossa espécie, as ambiguidades do pensamento,

nossa última dose de beijos franceses abriu as janelas ao vento fresco.



HOOKED UP WITH FANTASIZING LOVE


Turbulences in my mind,

Tossing you up and never been so kind.

Louder my soul speaks whereas your lips

Dripping juice of seductive lime.

An impulsive urge to make you mine

Your muscular body reflects the perfect shine

And I gift you the best kisses like wine.

Anguishes made me stronger than ever

Each touch of mine makes you shiver.

You linger to my ears slightly touching my belly,

My unadorned desires invoking the lines of Shelly.

Trying to decipher the mantras to make you wild,

Where electrifying gazes make you shield.

You crave for more and more, quite teasing my breasts

And I don't want to spoil the tiniest moment of love in haste.

Troubles come to my navel arousing

my lecherous wishes

As your tongue proving to be the God of sexual bliss.

The night paints a bluish canvas with the aroma of cozy love

And my mouth sips every drop of your manly pride.

Gluing your body with mine and pricking your fingers inside my ,

You leave me to the extreme point of fantasy with the tender dignity.

Love me baby, take me higher than the limits of this sky,

Paste your devine lust and make me sway.

Dismantling every layers of our shyness,

We devoted our entities with the gel of fineness.

Infatuation blending into the adorations

Plucking the sweetest nectar of our dedication.

We end up leaving no parts of our bodies untouched,

As our connections do not have any glitch.

Cleansing the ambiguous thoughts from our kind,

Our last drop of french kisses opened up the windows of fresh wind.




IRONIA


Nada queda-se mais breve

do que sua vida

quando se tem seixos apenas

e não as estradas, duradouras!

Mangas amadurecidas

ruborizam feridas graves,

invisíveis, não rastreáveis,

profundamente indecifráveis,

parece sofrer uma cefaléia

ficando sem tempo,

fora da própria linha.

Repolho ou cobertura,

quando você não consegue discernir,

perde-se a sanidade

embebida em seu cérebro!

Vermelho por toda parte,

companheiros perdendo o chão,

e o enorme oceano

vai secando lentamente, vazio agora está

tal como a vida esgota-se de perto até a morte!



IRONY


Nothing falls shorter

Than your life

When it has only pebbles

But not the roads, undying!

Ripening mangoes

Redden the severe wounds,

Invisible, untraceable,

Profoundly undecipherable,

Seems to be having migraine

Running out of time,

Out of the very line.

Cabbage or coverage,

When you can't differentiate,

You will lose the sanity

Imbibed into your brain!

Rouges all over,

Mates losing the ground,

The enormous ocean

Slowly drying and it's empty now

just like life's closely declined to death!




O GRACEJO


A lavanda tem um odor de lavado,

o do chão parece ter sido

mais proeminente, mais convincente!

Pilhas de comida lançados para apodrecer,

O sol ainda desperta pela manhã

mas o brilho alpino não traz para casa

o puro esplendor.

O que há no vazio dos nossos dias?

Quem se encarrega dessa estranha palidez?

Os olhos ainda se encontram, mas não há confiança entre eles,

as pessoas ainda se abraçam, mas há facas em suas mãos,

conterrâneos ainda fofocam, mas tangendo o debate tóxico,

notícias ainda são lidas, mas ao ponto de inflamar o ódio,

a competição ainda está lá, mas com o amalgama do caráter saqueador.

\ética equivocada constituída de erros,

a língua materna ainda é falada, mas desprovida de graça,

a linguagem do amor ainda paira no ar, mas

ninguém interpreta convenientemente as palavras com a perícia da oratória

\ou a disposição da ternura!

O que o futuro destina não é o trabalho dos clarividentes

mas a pura esperança das pessoas certas tentando os passos certos

\em direção a um penedo perigoso.

Neste exato momento, particularmente este poema,

pode criar uma turbulência de renascimento

mas não será mais um ato viral no ar sobrecarregado de tendências sujas,

\insanas e ruidosas!



THE BANTER


Lavender smell is washed away,

The floor stench seems to have been

more prominent, more cogent!

The heaps of food thrown for rotting,

The sun still wakes up in the morning

But the alpen glow takes no home

in sheer effulgence.

What's in this void these days?

Who takes charge of this strange paleness?

Eyes still meet but no trust in them,

People still hug but the knife in their hands,

Countrymen still gossip but more with the edge of toxic debating,

News still is read but on a point of igniting hatred,

Races are still there but with the amalgamation of marauding competency,

\miss-composition of misplaced ethics,

The mother-tongue is still spoken but no grace in it,

The language of love is still in the air but

None properly interprets the words with the oratory expertise

\or the tendency of tenderness!

What future holds is not the work of clairvoyants

But the sheer hope of the right people attempting

\the right steps towards a risky cliff.

On this very moment, this particular poem

might create a turbulence of renaissance

But it won't be viral on the air amongst the foul,

\craziest, crispiest trends!



 

Tradução: Francis Kurkievicz



SUCHISMITA GHOSHAL é uma jovem autora de 25 anos, reside no estado de Bengala Ocidental, Índia. Ela é um poeta bilíngue, autora amplamente publicada no seu país e no exterior, tem poemas e contos publicados em diversas revistas digitais e físicas, como Poetry Soup, Noel Lorenz House of Fiction, Literoma, Revista Azahar World Poetry Tree - Anthology; como redatora profissional colabora com conteúdo para diversas plataformas digitais de notícias, além de ser editora, resenhista e tradutora (Bengali, Inglês); mantém um blog pessoal de literatura: Creations of Suchismita; além de tudo, é uma poeta performática, amante da palavra falada, comunicadora e influenciadora literária, entusiasta espiritual, humanitária. Ela busca promover uma vida melhor, através da humanidade, felicidade, paz e abundância.

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